O que é a vida, afinal? Uma suposta vitória que nos faz experimentar um pouco do que é sentir algo real. Muitos dizem que a vida é um presente, e sempre que ouvia isso, eu não concordava. Há tanto sofrimento, há tanta dor, por que isto seria um presente? Foi aí que percebi que não se trata de algo meu, e sim dos outros ao meu redor. O presente que é a minha vida, é relacionada aos outros. A minha vida tem valor para eles. Mesmo com tanta melancolia presente, a vida é uma dádiva. Um caldeirão de sentimentos que nos completam. Afinal, o que seria da felicidade sem a tristeza? A mais bela euforia sem o fundo do poço escuro? E, de qualquer forma, eu adotei uma forma de viver, onde não vivo por mim, mas pelos outros. Passo pela dor, aprendo com ela, e dou suporte a quem irá passar pela mesma coisa. Mantenho minha dádiva pelo bem dos que estão comigo. Porque eu sei que, da mesma forma que eu me importo com eles, eles se importam comigo.
Posso dizer que a vida é música. Um ritmo sincronizado, com um toque suave, uma voz que canta calmamente sobre cada espinho que tem dentro de si. Talvez eu seja alguém muito duvidosa para escrever sobre a vida, logo eu, a que sempre escreve sobre a escuridão que tem circulando em suas veias. Talvez muitos escritores, conhecidos ou não, fariam um texto de caírem lágrimas. Porém, sou eu aqui.
A vida é um texto, cada um escreve o seu de uma forma. Nomes aparecem, nomes se vão. A escuridão pode encontrar a luz em palavras. Cada um escreve sua vida de uma diferente forma, com diferentes dificuldades. E depois de tudo, eu te pergunto, o que é a vida, afinal?
sexta-feira, 21 de agosto de 2020
Sobre a vida
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